Geografia crítica é um conjunto de perspectivas que analisa o espaço geográfico como resultado de processos históricos, relações sociais e disputas de poder. Ganhou força a partir das décadas de 1960 e 1970, questionando desigualdades e buscando compreender como a organização do espaço participa de sua produção e reprodução.
Seus estudos abordam temas como segregação urbana, concentração fundiária e divisão do trabalho. Muitas de suas formulações dialogam com o marxismo, mas a corrente reúne diferentes contribuições teóricas. Além de explicar os fenômenos, considera as possibilidades de transformação social e questiona a ideia de neutralidade do conhecimento geográfico.