Embalsamamento é o tratamento intencional de um corpo após a morte com o objetivo de retardar sua decomposição. As técnicas e o tempo de conservação pretendido variam entre sociedades, períodos e finalidades. O termo não designa um procedimento único.
Técnicas e contextos históricos
Em práticas do Egito antigo, o tratamento podia envolver retirada de órgãos, secagem com natrão e aplicação de substâncias, seguida pelo envolvimento do corpo. Os materiais e as etapas variaram ao longo do tempo e conforme os recursos disponíveis. Não é adequado apresentar uma receita como se tivesse sido aplicada a todas as pessoas.
A conservação deliberada esteve relacionada a concepções sobre a morte, o corpo e a continuidade da existência. Outros contextos de embalsamamento podem ter objetivos de apresentação e conservação temporária. O sentido de cada prática precisa ser situado em sua sociedade.
Como distinguir os processos
A mumificação natural ocorre sem um tratamento deliberado de conservação. Entretanto, a aparência dos tecidos não resolve sozinha essa distinção. Análises químicas, vestígios de substâncias e documentação podem revelar intervenções antes desconhecidas.
O embalsamamento é uma das práticas funerárias possíveis e não uma característica de todas as culturas que preservaram corpos. Ao comparar casos em um museu, importa perguntar onde, quando e por quem o tratamento foi feito, além de separar evidências materiais de interpretações posteriores.