Ossário é um espaço ou recipiente destinado à guarda de ossos humanos. Pode conservar restos de uma pessoa ou reunir os de vários indivíduos. Sua função, organização e relação com o cemitério ou edifício religioso dependem da história de cada lugar.
Reunião e transferência dos restos
Ossos podem ser transferidos de sepulturas para ossários em diferentes circunstâncias. A mudança pode estar ligada à gestão do espaço funerário ou a práticas de cuidado dos mortos. Não se deve supor uma mesma justificativa para todos os casos, nem concluir que a transferência significou abandono da memória.
A organização pode manter a identificação individual ou reunir materiais sem separação por pessoa. Registros de origem e transferência são importantes para compreender o conjunto. Quando essas informações faltam, a interpretação da coleção encontra limites que precisam ser explicitados.
Um exemplo de transformação urbana
O ossário das Catacumbas de Paris foi instalado em antigas pedreiras subterrâneas e recebeu restos transferidos de cemitérios. O caso relaciona espaços de extração, crescimento da cidade e reorganização dos locais destinados aos mortos. Nem todas as galerias subterrâneas de Paris fazem parte desse ossário.
O termo se distingue de nicho funerário, frequentemente destinado a um caixão, e de sepultura em sentido amplo. Como parte das práticas funerárias, um ossário deve ser interpretado a partir das pessoas e dos contextos envolvidos, com respeito aos restos humanos e à sua história.